A VOLTINHA DELE TEM CONSEQUÊNCIAS!

A VOLTINHA DELE TEM CONSEQUÊNCIAS!

O início de um novo ano é a altura ideal para mudarmos alguns daqueles nossos hábitos, tantas vezes inconscientes, que podem ter consequências na relação com os outros, na relação com o espaço público ou que podem implicar custos, pelo menos, patrimoniais. Se o seu animal sai de casa sozinho para passear, por ele e pelos outros, fique a conhecer os factos e as graves consequências que daí podem advir.

OS FACTOS E AS CONSEQUÊNCIAS

ninhada caes1. Acabe com essas saídas para não aumentar o número de animais nas ruas!
É muito provável que um animal não esterilizado que passeia sozinho acabe por se reproduzir repetidamente com animais na rua. Já pensou que um macho não esterilizado pode engravidar várias fêmeas num único mês? Uma das vítimas pode ser aquela gatinha que vive nos quintais vizinhos e vai sobrevivendo à custa dos restos que lhe vão dando ou aquela cadelita tímida que apareceu no terreno baldio do quarteirão e lá tem vivido escondida…
Tendo em conta que uma gata de rua pode ter 3-5 crias por ninhada e entrar no cio 3-4 vezes por ano e que uma cadela pode ter 4-8 crias por ninhada e costuma entrar no cio 2 vezes por ano, já imaginou a quantidade de cachorrinhos e gatinhos com futuro muito sombrio que o seu cão ou gato pode gerar em pouco tempo?

E quem cuidará destas mães e destes filhos órfãos de pai?
São estas mães, muitas delas ainda muito jovens, que têm depois o enorme desespero de ter ninhada após ninhada na rua. Sozinhas, sem abrigo e sem alimento suficiente para se manterem a elas e às suas crias, a vida destas mães é sempre sofrida e muitas acabam por não resistir… Mas a tragédia e o sofrimento não se ficam apenas pelas mães. Muitas das crias morrem antes dos 2 meses de vida por doença ou subnutrição, outras morrem por atropelamento, soterramento, maus-tratos…
Aos filhotes que sobrevivem, espera-os a mesma vida árdua de fome, abandono e sofrimento que a das mães. E também eles vão acabar por se reproduzir com outros animais e, dessa forma, gerar ainda mais animais desamparados nas ruas.

O número excessivo de animais nas ruas do nosso país deve-se sobretudo a ninhadas geradas por cães e gatos que foram simplesmente “dar a sua voltinha”. Deixar um animal não esterilizado passear sozinho é contribuir directamente para piorar o gravíssimo problema de superpopulação de animais de companhia, o que resulta em muita fome, muito sofrimento e na morte de milhares de animais que perecem violentamente nas ruas ou vão parar aos canis e gatis municipais. É um círculo vicioso que tem de ser quebrado e está nas suas mãos ajudar a mudar esta realidade.

Acabe com essas saídas pela segurança e saúde do seu próprio animal!
Entre outros perigos sempre à espreita, ao passear sem supervisão, o seu animal está sujeito a ser mortalmente atropelado ou envenenado, fica susceptível a contrair doenças (incluindo doenças sexualmente transmissíveis ou infecto-contagiosas graves, como FIV, FeLV ou PIF nos gatos), corre o risco de cair ou entrar num local de onde não conseguirá sair sozinho (poço, tanque, casa desabitada), pode ser ferido por outros animais, fica exposto a todo o tipo de maus-tratos por parte de pessoas intolerantes ou mal-intencionadas, e pode ser raptado para servir de treino para lutas de cães, para ser usado para reprodução ou para ser vendido clandestinamente. Um animal que necessita de medicação diária pode ficar gravemente doente ou falecer se não for medicado a tempo e horas. Há justificação válida para fazer um membro da sua família correr desnecessariamente tamanhos riscos?

cao gatoAcabe com essas saídas pela vida e segurança de outros animais!
Infelizmente, são demasiado frequentes os casos em que gatos de rua são mortos por cães que estavam simplesmente a “dar a sua voltinha”. Um fim de vida trágico para animais que já tinham uma vida demasiado sofrida e um acontecimento traumático para quem tenta proteger estes animais de rua à custa de muito sacrifício…
Infelizmente, são também demasiadas as aves que são mortas por cães e gatos habituados a ir “dar a sua voltinha”. A conveniência de deixar o seu animal passear sozinho justifica a morte de outros animais?

Por outro lado, quando se trata de uma fêmea no cio que passeia sozinha, é garantida comoção por onde quer que ela passe. Sabia que um gato pode detectar as feromonas produzidas por uma gata no cio até cerca de 1,5 km e que um cão pode detectar uma cadela no cio até cerca de 5 km?! Reagindo aos seus instintos de procriação, os machos particularmente não medem esforços para chegar a uma fêmea no cio, inclusive saltando de janelas, cavando túneis, arrombando portas e avançando portões ou altas vedações. Já imaginou a quantidade de cães/gatos que fogem e ficam expostos aos perigos da rua e a lutas com outros machos quando a sua cadela/gata passeia sozinha no cio?

Acabe com essas saídas pela boa vizinhança e pela integridade física do seu animal!
Imagine que dedica grande parte do seu tempo livre a cuidar do seu estimado jardim, mas que a gata dos vizinhos de cima insiste em esburacar a terra para fazer as necessidades diárias. Ou imagine que se preza por ter um pátio limpo e bem cuidado, mas que o gato do vizinho do lado insiste em marcar religiosamente as paredes do pátio com o terrível odor da sua urina. Imagine ainda que o cão de uma vizinha do fundo da rua teima em urinar no seu portão porque sente o cheiro dos seus cães. Vale a pena sujeitar o seu animal à ira (compreensível) dos seus vizinhos?

coco caoAcabe com essas saídas pela salubridade das ruas e pela tolerância da sociedade!
Há ruas e jardins que parecem autênticos campos armadilhados de tantas fezes que têm. Já assistiu à desolação de uma criança ou de um invisual quando é “apanhado” numa dessas desagradáveis armadilhas? Tem noção do descontentamento da comunidade para com tamanha poluição desnecessária? Não contribua para fomentar a intolerância para com os cães em geral e para com quem tem cães (inclusive aqueles que cumprem as regras do civismo). Acompanhe o seu animal e apanhe responsavelmente os dejectos dele.

Acabe com essas saídas pela segurança rodoviária! Já alguma vez teve de se desviar em desespero de um animal que se atravessou à sua frente na estrada? Como se sentiria se soubesse que o seu animal provocou um acidente mortal enquanto “dava a sua voltinha”? Não permita que o seu animal se sujeite a ele e a outros a tamanho perigo.
Agora que tem noção dos riscos e das graves consequências de o seu animal passear sozinho, p.f. acabe com essas saídas para o proteger a ele e a terceiros.

Encontre aqui algumas sugestões que podem ajudar na transição.

Pelo seu animal e pelos outros, actue já!

CONSELHOS ÚTEIS PARA QUE O SEU CÃO TENHA UM FELIZ NATAL

CONSELHOS ÚTEIS PARA QUE O SEU CÃO TENHA UM FELIZ NATAL
 

natal 2Nesta época natalícia vive-se um espírito de grande alegria, amizade e de família. Para que nada estrague essa felicidade, existem alguns cuidados que deve ter com o seu amigo de quatro patas:

  • Visitas em casa, trabalho redobrado. Se vai receber visitas em sua casa, é certo e sabido que o seu cão vai ficar eléctrico e super animado por ver tanta gente em sua casa. Por isso, arranje um tempinho para dar um passeio a pé ou uma boa corrida com o seu cachorro. Desta forma, na altura do jantar ele estará mais calmo e não fará tanto alarido.
  • Alimente bem o seu cachorro. Para evitar que o seu animal de estimação vá à mesa pedinchar comida, certifique-se de que ele janta pouco antes de o vosso jantar começar ou até ao mesmo tempo. Se ele estiver entretido com a sua comida, não vai haver problemas.
  • Cantinho sossegado. Reserve uma divisão da casa para o seu patudo. Deixe lá uma caminha fofinha para ele se poder retirar se assim o pretender.
  • Alerta crianças. Se vai receber crianças em sua casa, deve avisá-las de que não podem magoar nem chatear o seu cachorro. Só podem brincar com ele e fazer-lhe algumas festinhas. Caso contrário ele pode ficar agitado.
  • Petiscos e doces – não. Avise os seus convidados que não devem dar da sua comida ao seu cachorro. Em último caso, pode dar-lhe apenas alguns pedaços de carne.
  • Sacas e papéis de embrulho no lixo. Depois de abrir os presentes certifique-se de que todas as sacas e papéis de embrulho são colocados no lixo. Desta forma terá a certeza de que o seu cachorro não vai cair na tentação de os roer e até mesmo engolir.
  • Fogo-de-artifício proibido. Em alguns sítios/famílias é tradição lançar fogo-de-artifício nesta altura. Se é esse o seu caso, então mantenha o seu cão o mais longe possível disso. Deixe o seu cachorro numa divisão quente e fechada e lance o fogo-de-artifício noutra zona. Os cães têm uma audição muito mais sensível do que a nossa e esse barulho pode deixá-lo muito assustado.
  • Tempo para miminhos. No final da noite reserve um tempinho para o seu cão. Como passou toda a noite atarefado com os preparativos do jantar ele pode sentir-se posto de parte. Nada que umas boas festinhas não resolvam.

Estes são apenas alguns dos cuidados que deve ter para ter a certeza de que tudo corre bem com o seu cão neste Natal. Os cuidados nunca são demais no que toca ao seu melhor amigo, pois não?

10 DICAS PARA TRANSPORTAR O SEU GATO NA VISITA AO VETERINÁRIO

10 DICAS PARA TRANSPORTAR O SEU GATO NA VISITA AO VETERINÁRIO

Para muitas pessoas, levar um gato a uma clínica veterinária é um momento que gera alguma ansiedade e preocupação. Saiba como tornar mais fácil a visita do seu gato ao veterinário neste conjunto de dicas que a Animalmed preparou para si.

1. Nunca viaje com o seu gato sem o colocar na caixa transportadora.

transporte-gato 12. Escolha uma transportadora robusta que se abra a partir do topo e na parte dianteira. Esta também deve poder ser desmontada no meio (uma parte superior removível permite que um gato ansioso possa ser examinado facilmente). Concentre-se nos aspetos práticos e funcionais e evite transportadoras extravagantes. Sinta-se livre para perguntar à equipa da clínica veterinária qual a transportadora mais aconselhável para o seu gato.

3. Deixe a transportadora em casa, num local onde ela pode ser reconhecida pelo seu gato, permitindo que se torne familiar.

4. Torne o transporte o mais confortável e familiar quanto possível, colocando em algumas roupas o seu cheiro e/ou o cheiro do seu gato. Borrife um pouco de feromonas (Feliway®) na manta a colocar no interior da transportadora e também no interior da mesma, no mínimo 30 minutos antes da partida. Não esqueça que o seu gato pode sujar a transportadora durante a viagem, por isso é uma boa ideia ter alguma peça extra para quando voltar para casa.

transporte-gato 2

5. Se o seu gato não entrar espontaneamente na transportadora, deve colocá-lo com calma através da abertura superior. Se ele entrar na transportadora, pode envolve-lo numa toalha grossa (contendo o seu cheiro ou feromonas).

6. Uma vez no carro, evite que a transportadora seja abanada durante o percurso, colocando-a no banco de trás e com o cinto de segurança. Conduza com cuidado, evite música alta e fale calmamente com ele para o tranquilizar. Alguns gatos gostam de ver o percurso, mas a maioria deles vai apreciar se colocar em cima da transportadora uma toalha.

transporte-gato 37. Quando for de carro para a clínica, evite tremer a transportadora ou bater a mesma contra as suas pernas.

8. Uma vez na receção, pergunte onde pode colocar a transportadora. Deverá colocar a extremidade frontal da transportadora na sua direção.

9. Deve cumprir este protocolo na ida para casa.

10. Por último, se tiver vários gatos, deve ter algumas precauções quando os levar de volta a casa, após a visita à clínica. Deixe o seu gato na transportadora durante algum tempo e veja como os seus outros gatos reagem. Se todos os gatos estiverem calmos, pode abrir a transportadora e deixar o seu gato juntar-se aos companheiros. Se sentir tensão entre eles, mantenha o seu gato numa sala separada por um mínimo de 24 horas para que volte a ganhar um odor familiar.

Esperamos que estas dicas facilitem a sua próxima visita ao veterinário com o seu gato!

HERPESVÍRUS FELINO

HERPESVÍRUS FELINO
gatos 01coriza é uma doença que afecta o trato respiratório superior, mas pode complicar-se através de infecções secundárias, afectando o trato respiratório inferior, os pulmões. Em gatinhos, especialmente os que não estão vacinados, a manifestação clínica da doença pode ser severa. No entanto, e apesar de ser altamente contagiosa, apresenta uma baixa taxa de mortalidade.

O herpesvírus é pouco resistente no meio ambiente. Asua transmissão é feita essencialmente através de contacto directo com animais infectados, ou através de gotículas projectadas pelo espirro dos gatos. O período de incubação varia de 3 a 5 dias seguindo-se a fase clínica de doença com cerca de 5 a 10 dias de duração (ou mais em casos crónicos). Geralmente o gato apresenta febre acompanhada de anorexia e depressão.

Espirros intensos, secreção nasal marcada e ulceração da narinas, rinite e traqueíte são sinais típicos da doença. A nível ocular, o Herpesvírus felino é responsável por úlceras na córnea. Os sintomas oculares variam tremendamente podendo estar presente apenas leve conjuntivite até úlceras corneais.

O tratamento é sintomático e de suporte, através da limpeza das vias nasais e dos olhos. Pode ser instituída a antibioterapia, com intuito de prevenir as infecções bacterianas secundárias. As loções oculares e os descongestionantes nasais são também prescritos frequentemente pelos Médicos Veterinários.

Ao contrário do que acontece com o calicivirus, o herpesvírus apresenta uma fase de latência, e por isso é excretado de forma intermitente. Os testes de diagnóstico podem apresentar um resultado negativo, se forem testados numa fase de latência. É por isso difícil de identificar os animais infectados, quando estes não estão numa fase de excreção do vírus. O stress ou alterações no sistema imunitário podem reactivar a excreção do vírus, que ocorrerá 2-3 semanas após o acontecimento que levou à reactivação, e durará em média 1 a 3 semanas. Como tal, é difícil controlar a disseminação do vírus, sendo mais eficaz uma aposta na profilaxia.

A prevenção baseia-se na vacinação de todos os gatinhos jovens a partir das 8-9 semanas de idade e do seu reforço 3-4 semanas depois. A revacinação anual é essencial para assegurar uma protecção contínua.

É importante referir que a vacinação não protege contra a infecção (entrada do vírus no organismo) mas sim contra a enfermidade.

Para evitar o aparecimento do FHV1 ou a sua propagação dentro dos gatis, são necessárias medidas gerais de controlo: quarentena e vacinação de novos gatos, vacinação sistemática de todos os gatos, evitar superpopulação, assegurar ventilação, temperatura e humidade adequadas, alojamentos, comedouros e bebedouros individuais.

Hoje em dia, a nível nutricional, é possível diminuir a multiplicação do herpesvírus. De facto, foi recentemente demonstrado que níveis elevados de L-lisina reduzem a multiplicação do vírus. Este facto resulta do seu efeito antagonista em relação à arginina, que é um promotor da multiplicação do herpesvírus. Tendo em conta que a fase de crescimento é a fase que apresenta maior risco de infecção pelo herpesvírus, é de extrema importância que os alimentos para gatinhos na fase de crescimento (do desmame até ao final do crescimento) sejam reforçados com L-lisina. Também as fases de gestação e lactação são períodos em que o vírus em latência pode ser re-activado, e por isso o alimento indicado para estas fases deve também beneficiar de um reforço deste aminoácido.

Mais uma vez, através de uma inovação a nível nutricional, a saúde do animal é preservada e protegida. De facto, o conceito Nutrição-Saúde é cada vez mais respeitado e desenvolvido.

Artigo gentilmente cedido pela Royal Canin.

gato deitado

OBESIDADE EM CÃES E GATOS

OBESIDADE EM CÃES E GATOS
OBESIDADE EM CÃES E GATOS
cao-gato-pesoTambém nos animais, a obesidade é um dos males do século! A constatação de animais demasiado gordos na prática clínica é infelizmente cada vez mais comum, já que os seus donos têm uma terrível tendência para os sobrealimentar. É necessário saber que também neles, o excesso de peso é nefasto para a saúde e as consequências deste estado, se forem mal conhecidas, são muitas vezes dramáticas.

Provavelmente, o seu animal está gordo. Duvida? Bastam algumas observações simples, mas infalíveis, para ter a certeza. Olhe bem para a caixa torácica do seu animal. Se não distinguir as costelas e, pior, se não as sentir quando lhes passa a mão por cima, a questão já nem se põe: ele está demasiado gordo. A observação do abdómen é igualmente um bom teste. Visto de perfil, ele deve estreitar para cima partindo da caixa torácica até à cauda, não devendo ser flácido nem pender frouxamente. Visto por trás, deve ser visível uma cavidade de cada lado do abdómen. Agora, já pode saber se o seu animal está obeso. Vai igualmente conhecer os riscos que corre mas também as suas causas, o que lhe permitirá corrigir a situação, voltando a dar-lhe uma condição corporal correcta.

quadro

A obesidade está quase sempre associada a um desequilíbrio entre o fornecimento e o consumo de energia. Se o primeiro cobrir exactamente o segundo, o peso do animal manter-se-á estável. Se o ultrapassar, a energia excedentária irá armazenar-se no organismo sob a forma de gordura, instalando-se a obesidade. No caso contrário, o animal emagrece anormalmente. Infelizmente, o processo que conduz ao excesso de peso é progressivo e traiçoeiro, o que faz com que muitos proprietários só dêem conta da obesidade do seu animal quando ela já está bem avançada.
O fornecimento de energia é assegurado pela alimentação e deve cobrir as necessidades de manutenção (manutenção das funções vitais), da actividade (caça, brincadeira, desporto) e outras (reprodução, aleitamento, doença). Uma alimentação demasiado abundante, desequilibrada, ou demasiado rica é invariavelmente fonte de gordura. Tudo o que possa diminuir a actividade física (velhice, sedentarismo, artrose, etc.) diminui também o gasto de energia, agravando o fenómeno. Instala-se então um círculo vicioso, uma vez que a própria obesidade tem tendência a diminuir o dinamismo do cão.
Em resumo, constata-se que apesar de certas raças estarem mais predispostas à obesidade (Cocker, Labrador, Teckel, etc.), é na maioria das vezes o abuso das “guloseimas”, aliado a falta de exercício, que está na sua origem.

 

cao gordo

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE?

Os problemas associados à obesidade são inúmeros e desconhecidos para a maioria dos donos. O mais evidente é uma degradação da estética e uma alteração de carácter. No entanto, muito mais preocupante é o aparecimento ou o agravamento de problemas de saúde, o que não pode ser encarado levianamente. A importância do que passamos a indicar a seguir deverá ser suficiente para o convencer de quea obesidade é um dos primeiros passos para diminuir a longevidade do seu cão ou gato.

Os problemas de fígado são comuns nestes animais, ocorrendo com frequência uma sobrecarga gorda do fígado: trata-se da lipidose hepática (síndrome do fígado gordo); se o fígado estiver sobrecarregado, trabalha mal, podendo instalar-se uma hepatite. O excesso de peso provoca também uma sobrecarga excessiva sobre as articulações, levando ao seu “desgaste” progressivo: surge assim a artrose, condição dolorosa que diminui a actividade física do animal, agravando ainda mas a obesidade. A diabetes é também um problema cada vez mais comum e consequência da obesidade em muitos animais. A obesidade representa também um esforço acrescido para o coração, instalando-se muitas vezes patologias cardíacas que levam a um mau funcionamento deste órgão vital. Como consequência, podem instalar-se dificuldades respiratórias, implicando uma diminuição de resistência física e problemas de intolerância ao calor. Os problemas renais nestes animais são também frequentes, aumentando a probabilidade de ocorrência de cálculos renais. Um outro grande risco do excesso de peso é a pancreatite (inflamação do pâncreas), frequentemente fatal. Constata-se também uma maior sensibilidade às infecções, sobretudo as de origem viral. Os riscos anestésicos e cirúrgicos são também importantes nos animas obesos.
Compreende-se bem, em face do que acabamos de citar, que a obesidade é uma condição que deteriora bastante a saúde e a qualidade de vida dos animais, sendo um dos principais factores de redução da esperança de vida dos mesmos.

 

QUANDO O MAL JÁ ESTÁ FEITO… O QUE FAZER?

A obesidade nos animais tem consequências dramáticas na sua saúde, sendo um dos principais factores de redução da esperança de vida dos mesmos.
Prevenir a obesidade, nos dias que correm, não é difícil. Basta alimentar o seu animal com um alimento adequado para ele (existem actualmente alimentos completos adaptados às várias fases de vida do seu animal: crescimento, idade adulta, “velhice”, gestação e lactação….), não lhe dar restos de comida e guloseimas em excesso e seguir a evolução do seu peso, de modo a mantê-lo dentro dos parâmetros normais. O seu médico veterinário indicar-lhe-á o peso ideal à volta do qual deverá manter o seu animal.
Se o mal já está feito, é necessário agir simultaneamente em dois pontos: por um lado, o fornecimento alimentar deve ser regulado, limitando as quantidades de alimento distribuídas. Uma excelente solução consiste na utilização de alimentos industriais hipocalóricos, específicos para a perda de peso nos animais obesos, que o seu veterinário lhe poderá recomendar. Estes alimentos encontram-se disponíveis sob a forma húmida (latas) ou seca (alimentos secos). Por outro lado, o dispêndio de energia pode ser aumentado através de uma intensificação moderada, mas regular, de exercícios físicos.
Há que ser paciente, uma vez que o emagrecimento é lento (é necessário contar com dois a três meses, talvez mesmo seis, em caso de franca gordura, para começar a ver resultados…).
No entanto, o êxito é assegurado desde que toda a família se envolva no regime adoptado. Siga os conselhos que se seguem e verá que não se arrepende. Estão em causa a saúde e a sobrevivência do seu animal.

3 Conselhos para poder passar mais tempo com o seu animal:
Um estudo desenvolvido por especialistas em nutrição animal revelou o papel importante desempenhado por uma condição corporal ideal na saúde e esperança de vida do seu animal. Cabe-lhe agora a si apresentar ao seu animal um estilo de vida mais saudável. Siga estes conselhos e ajude a aumentar os anos de vida saudáveis do seu fiel companheiro.

cao-racao1. MEÇA CADA UMA DAS DOSES
Não encha pura e simplesmente o prato do seu animal quando o alimenta. Faça uso das recomendações de alimentação descritas no verso das embalagens de ração.

 

 

 

cao-fome2. RESTRINJA AS GULOSEIMAS
Encha o seu animal de amor e atenção em vez de o entupir de guloseimas de elevado teor calórico, sobretudo restos. Tenha em atenção a qualidade e a quantidade de guloseimas que lhe dá diariamente – as calorias acumulam-se rapidamente.

 

 

cao corrida3. PONHA-O A MEXER
O exercício diário é uma das chaves da saúde do seu animal. 20 minutos diários de caminhada ou a ir buscar objectos lançados, é quanto basta para ajudar o seu cão a manter-se em forma . Não se esqueça de consultar o veterinário antes de alterar a rotina de exercício do seu animal.

 

Na Animalmed elaboramos planos alimentares para que o seu animal possa emagrecer com toda a segurança! Contacte a nossa equipa para mais informações.

ESTERILIZAÇÃO NOS GATOS

ESTERILIZAÇÃO NOS GATOS

O que é a esterilização? A esterilização é uma intervenção destinada a impedir a reprodução. O macho é esterilizado de forma permanente pela castração. No caso da gata, o dono pode optar entre a esterilização cirúrgica definitiva e a contracepção temporária.

VANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO

1. A esterilização evita ninhadas indesejadas.
De forma geral, os proprietários de gatas querem
evitar acasalamentos acidentais. No entanto, se desejarem
que a gata tenha uma ninhada, poderá proporse
a contracepção temporária. Em caso contrário, a
esterilização será o método ideal.

2. A castração suprime o comportamento sexual.
Na gata, o período de cio manifesta-se através de posturas específicas e sobretudo por vocalizações de grande sonoridade, tanto de dia como de noite. A cópula desencadeia a ovulação e a interrupção do cio. Na ausência de um macho, o período de cio pode durar mais de uma semana e após um repouso sexual variável consoante a raça, inicia-se um novo ciclo que se repete várias vezes ao ano. A esterilização suprime de imediato e permanentemente este conjunto de manifestações.
No gato macho não esterilizado, a marcação urinária está ligada à actividade sexual: o gato projecta jactos de urina em superfícies verticais para delimitar o seu território. O odor intenso da urina constitui um sinal olfactivo para os seus congéneres, no entanto, para os donos isso representa uma fonte de grandes transtornos! Para além disso, em presença de uma gata em cio, o comportamento reprodutivo dá origem a confrontos entre os machos, acompanhados de vocalizações. De forma geral, a castração elimina estes comportamentos e atenua o odor da urina.

news0313gatinhos

3. A esterilização evita o risco de afeções genitais.
A gata não esterilizada está muitas vezes exposta a afecções genitais como partos difíceis, quistos ováricos, infecções uterinas (metrite, piómetra) e tumores mamários, 90% dos quais cancerígenos!
A ovariectomia precoce protege permanentemente a gata contra todos estes riscos médicos, ao contrário dos outros métodos.

4. A esterilização diminui o risco de acidentes.
Estimulados pelo seu instinto sexual, os gatos e gatas não esterilizados têm tendência a fugir, por vezes, durante diversos dias. No decurso desse périplo, podem sofrer acidentes de viação, intoxicações assim como diversos traumatismos na sequência de confrontos (mordeduras, arranhadelas, quedas) ou até levar um tiro de um vizinho mais exasperado! Em contrapartida, os gatos esterilizados não se afastam muito de casa e como tal estão menos expostos a esse tipo de acidentes.

5. A esterilização reduz o risco de doenças contagiosas.
Através do contacto directo com um congénere infectado, os gatos podem contrair doenças contagiosas mortais:

– Leucose felina (FeLV), transmitida através de lambidelas ou por via sexual, durante o acasalamento
– Imunodefi ciência felina (FIV) transmitida principalmente por mordeduras. Afecta sobretudo os machos.

Actualmente, apenas se encontra disponível a vacina anti-leucose. Face ao risco de FIV, a esterilização constitui a prevenção mais efi caz pois diminui os contactos contaminantes.

 

news0313gato2PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

1. Em que altura se deve realizar a esterilização?
De forma geral, efectua-se durante a puberdade, por volta dos 6 meses na gata e entre os 6 e 12 meses no gato. Contudo, foi demonstrado que é possível uma esterilização mais precoce sem qualquer incidência sobre o desenvolvimento do animal. Em contrapartida, apenas se deve recorrer à contracepção depois do primeiro cio da gata.

2. As gatas devem ter uma ninhada antes de serem esterilizadas?
Não. Trata-se de uma ideia geralmente aceite mas sem fundamentação biológica: o facto da fêmea ter uma ninhada não tem qualquer efeito benéfi co sobre a sua saúde.

3. A esterilização evita sempre a marcação urinária dos gatos?
Este comportamento tem uma componente sexual, mas também pode ser desencadeado pela ansiedade. Assim, pode observar-se marcação urinária num gato castrado cujo meio envolvente tenha sido perturbado, regredindo esse comportamento se forem aplicadas feromonas calmantes nas zonas de marcação.

4. Para o dono de um casal de gatos, será mais importante esterilizar o macho ou a fêmea?
Se não quiser ter gatinhos, deverá mandar esterilizar ambos, para não ter de optar entre a gata em período de cio e o odor intenso da marcação do macho. Deverá privilegiar-se a castração do macho para evitar a aquisição e a persistência de um comportamento de marcação.

Artigo gentilmente cedido pela Royal Canin

COMO EVITAR AS 8 EMERGÊNCIAS MAIS FREQUENTES NOS ANIMAIS DE COMPANHIA

COMO EVITAR AS 8 EMERGÊNCIAS MAIS FREQUENTES NOS ANIMAIS DE COMPANHIA

No que respeita à saúde e bem estar do seu animal de companhia, a prevenção é a melhor opção.

As dicas que se seguem são orientações de modo a manter o seu animal longe do perigo.

Os acidentes podem acontecer de qualquer modo, mas se vigiar atentamente e praticar hábitos saudáveis, pode minimizar as emergências médicas.

 

1- ATROPELAMENTO

Se tem um gato, não o deixe andar na rua. Nunca deixe o seu cão passear sem trela perto de estradas.

cao_pau2- INGESTÃO DE OBJECTOS ESTRANHOS

Não deixe o seu cão ou gato brincar com fios, ou brinquedos suficientemente pequenos para serem engolidos.

3 – GOLPE DE CALOR

Nunca deixe o seu animal dentro do carro ao sol. Não deixe que ele aqueça demasiado num dia de calor e proporcione sempre livre acesso a sombra e água.

4 – ENVENENAMENTO

Armazene com cuidado todos os compostos que possam ser tóxicos (exemplo: anticongelante, insecticidas, desinfectantes). Não tenha em casa plantas que sejam venenosas para os gatos. Não deixe o seu cão ou gato andar por quintais ou campos que tenham sido recentemente tratados com insecticidas ou outros produtos químicos, nem beber água ou qualquer outro produto de origem desconhecida.

5 – FERIDAS

Ao contrário da opinião comum, andar na rua é perigoso para os gatos. Manter o seu gato dentro de casa minimiza o risco de feridas e abcessos. Vigie enquanto o seu cão brinca e passeia e evite o contacto com vidros ou outros materiais aguçados bem como com outros animais agressivos.

6 – QUEIMADURAS

Não deixe o seu animal só no mesmo compartimento com velas ou outras chamas. Use uma protecção na lareira. Tenha cuidado com fios eléctricos. Não deixe o ferro de engomar quente em local acessível.

7 – QUEDAS

Apesar de ser natural nos gatos saltar e trepar, alguns caem de sítios altos e perigosos. Gatos que vivem em apartamentos caem facilmente de janelas abertas ou varandas. Tenha o cuidado de manter janelas fechadas e vedar o acesso a varandas.

gato_aquario8 – AFOGAMENTO

Use um alarme na piscina. Para os gatos mantenha todos os recipientes com água tapados, como por exemplo as sanitas.

Vigie os cães junto aos lagos, rios, etc.

Se praticar os primeiros socorros deve de seguida consultar o veterinário. A Animalmed tem um serviço de urgências durante 24 horas.

DICAS PARA QUE OS SEUS ANIMAIS TENHAM UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

DICAS PARA QUE OS SEUS ANIMAIS TENHAM UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

Infelizmente, durante esta época do ano, ocorre um crescente número de incidentes com os cães e gatos, mas evitá-los é fácil, bastando agir com os devidos cuidados. Leia as dicas que a Animalmed preparou para si e tenha um Natal sem preocupações junto do seu amigo de quatro patas….

A melhor forma de garantir ao seu animal de estimação um feliz Natal e um próspero ano novo, é mantê-lo longe das festas e na sua rotina alimentar.

O costume de oferecer os restos da mesa ou a tentação do animal roubar algumas guloseimas, pode resultar em sérios problemas de saúde e até levá-lo à morte. Espinhas de bacalhau, ossos de peru, de leitão, de carneiro e caroços de frutas, especialmente das ameixas secas, podem causar obstruções ou perfurações no intestino. Outro descuido sério é permitir a ingestão de bebidas alcoólicas. Uma pequena quantidade de cerveja, por exemplo, em muitos casos é suficiente para causar coma e morte rápida.

A chegada dos convidados para a festa pode alterar o comportamento do animal, podendo mesmo os mais dóceis tornar-se agressivos diante de pessoas estranhas ao seu convívio. É aconselhável que ele fique num lugar tranquilo e que possa ter acesso ao seu esconderijo, quando os festejos começarem.

Para quem deseja oferecer um cachorrinho pelo Natal, lembramos que é muito importante consultar o futuro proprietário e saber se ele deseja realmente ter, cuidar e responsabilizar-se pelo animal.

Entre os cães existem inúmeras raças, cada uma delas com características particulares, devendo estas ser bem ponderadas na hora da aquisição. Alguns adaptam-se melhor às pessoas activas e outras são excelentes como cães de companhia. A compra impulsiva de animais nesta época do ano e o desconhecimento das necessidades reais de cada raça, resultam no aumento do número de animais abandonados ou sujeitos a enormes sofrimentos.

Jamais entregue o filhote durante a confusão da troca de presentes na festa, pois isto poderá gerar muita curiosidade nas pessoas presentes e um enorme pânico no indefeso animal.

Outro aspecto a ter em atenção são as decorações de Natal: Deixe os enfeites e luzes fora do alcance dos animais. Os cachorrinhos adoram brincar com as bolas, fitas e com as luzes da árvore de Natal e podem ingerir corpos estranhos ou mesmo acabarm electrocutados ao roer as iluminações de Natal. Outro perigo à espreita nesta altura do ano são as bagas vermelhas do azevinho, altamente venenosas se ingeridas.

Na passagem do ano, é comum o lançamento de foguetes. O barulho pode assustar alguns animais ou magoá-los, na correria por causa do medo. Muitos ficam tão desesperados que fogem. Há ainda casos de animais que tremem de medo, o que pode desencadear convulsões e ataques em cães epilépticos. Para ultrapassar este problema poderá usar calmantes (apenas os indicados pelo seu médico veterinário) no caso dos cães e gatos mais nervosos. Felizmente existem actualmente produtos excelentes e que não possuem efeitos secundários, podendo dar uma ajuda preciosa nestes dias de maior agitação. Informe-se junto da Animalmed da solução que mais se adapta ao seu animal.

A melhor maneira de ajudar o seu amigo nesta época festiva, é deixá-lo por perto para que ele se sinta mais confiante e protegido, mas respeitando sempre o seu espaço, deixando-o ficar no seu cantinho nos momentos de confusão, se assim for o seu desejo. Ele não precisa de muita gente à sua volta para se sentir feliz, mas de um dono consciente que saiba garantir a sua segurança e dar-lhe muito carinho.

Um feliz Natal e um 2013 com muita saúde para todos!

 

gato-natal

ALIMENTAÇÃO DO CACHORRO: CRESCER SEM PROBLEMAS

ALIMENTAÇÃO DO CACHORRO: CRESCER SEM PROBLEMAS
cachorros

O bom desenvolvimento do cachorro depende da qualidade nutricional da sua alimentação. Esta deve ser bem fornecida de proteínas, vitaminas e sais minerais, hiper-digestível e adaptada às necessidades de cada raça. De facto, todos os cachorros são diferentes. O São Bernardo pesa 35Kg aos 4 meses para um peso que pode atingir os 90 Kg na idade adulta, enquanto que o Chihuahua (o cão mais pequeno do mundo) atinge 800g aos 4 meses e em adulto tem cerca de 1 Kg!

As raças pequenas devem receber, num pequeno volume de alimentação, um alimento mais rico em calorias do que as raças grandes. O fornecimento energético para um cachorro deve ser superior ao de um cão adulto para que a massa muscular e a constituição óssea se formem correctamente.

Uma alimentação saudável contribuirá para o bem-estar, a forma e a longevidade do seu cão. De salientar: até ao quarto mês, são indispensáveis quatro refeições. Até aos seis meses, três refeições. A partir desta idade, o crescimento do cachorro torna-se mais lento e duas refeições são suficientes. Assim que o seu cão atinja a

maturidade, é preferível continuar a distribuir o alimento por duas vezes. Tenha em atenção que os cães não são todos “adultos” ao mesmo tempo: as raças gigantes terminam o seu crescimento entre os dezoito e os vinte e quatro meses, enquanto que as raças anãs acabam de crescer aos oito – dez meses.

 

Pequenos glutões

caes-alimentacaoOs cachorros são muito vorazes. Mesmo que recusem o alimento, não substitua uma alimentação perfeitamente adaptada às suas necessidades por restos de comida. Volte a apresentar-lhe o alimento seco (ração) algumas horas mais tarde. Não se preocupe porque os cachorros são verdadeiros pequenos glutões que não se deixarão morrer à fome.

Privilegie a alimentação industrial aos pratos caseiros, a fim de evitar carências e excessos, extremamente nefastos para a saúde do seu pequeno protegido. Tenha o cuidado de respeitar as quantidades indicadas nas embalagens, a fim de prevenir o excesso de peso, que lhe poderia causar problemas de saúde.

O desmame dá-se por volta dos dois meses, mas desde a terceira semana pode habituar o seu cachorro a alimentar-se sozinho, pondo à sua disposição uma mistura líquida de leite de substituição para cão (nunca lhe ofereça leite de vaca, que pode provocar diarreias) e do futuro alimento sólido (75% de leite para 25% de ração). Deverá estar a uma temperatura de 35 a 38ºc. Para a passagem à alimentação adulta ou em cada transição, misture progressivamente (durante cerca de uma semana) a antiga alimentação com a nova. Após o nascimento e até ao desmame pense em pesar o cachorro frequentemente, a fim de verificar se ganha peso diariamente.

Não se esqueça que uma boa alimentação é a base da saúde do seu animal.

AS PULGAS

AS PULGAS

As pulgas são os parasitas externos mais comuns do cão e do gato, causando-lhes inúmeros incómodos e também aos seus donos. As causas destas infestações, por vezes maciças, são várias, contribuindo o facto de o número de animais de companhia estar em permanente crescimento, o aquecimento dos lares e habitações ser constante, o controlo das pulgas ser difícil e quase sempre resumindo-se apenas ao cão e gato, desleixando-se o controlo do meio ambiente onde o desenvolvimento das pulgas tem lugar.

Estes insectos, alimentam-se de sangue na sua forma adulta, podem chegar aos 3,5mm e são achatados lateralmente.

 

QUAL O CICLO DE VIDA DAS PULGAS?

ciclo_vida_pulgas

As pulgas adultas ingerem no seu hospedeiro, cão ou gato, quantidades de sangue 10 a 20 vezes o volume do seu estômago, excretando logo de seguida, fezes avermelhadas, que podem ser encontradas no pêlo e pele dos cães e gatos (pequenos pontos castanho-avermelhados), indiciando a presença destes parasitas.

Cada pulga pode produzir mais de 100 ovos por dia. Uma única pulga pode produzir 2000 ovos durante a sua vida!

Estes ovos caiem do pêlo do animal disseminando-se pelo solo. Aproximadamente entre 1 a 10 dias após a postura, consoante as condições climáticas do ambiente, eclodem larvas com 2mm de comprimento, que se alojam nos soalhos, fendas do chão, cobertores dos animais…estas larvas alimentam-se principalmente das fezes sanguinolentas provenientes das pulgas adultas (estas fezes são bem visíveis na pele e pêlo dos animais, sob a forma de pequenos pontos acastanhados e são uma prova evidente da presença das pulgas nos animais). As larvas sofrem depois 2 mudas (metamorfoses) num período de 5 a 14 dias até darem origem a larvas de 5mm de comprimento que tecem casulos e se transformam em ninfas. Em presença de certos estímulos exteriores tais como um aumento da pressão, calor e aumento da concentração de dióxido de carbono, a pulga abandonará o casulo. Estas condições ocorrem, por exemplo, quando os cães ou os seus proprietários pisam os soalhos ou tapetes infestados de parasitas. Esta é a justificação pela qual os cães ou as pessoas se podem infestar ao entrar numa sala que não tenha sido usada por longos períodos, como é o caso do período pós-férias. Na ausência destes estímulos a pulga adulta pode permanecer dentro do casulo até 140 dias. Estimulada pelo calor e movimento de um cão, gato ou homem, a pulga salta para o hospedeiro, reiniciando todo o ciclo biológico. As pulgas podem sobreviver durante 15 dias sem se alimentarem de sangue, até encontrarem um hospedeiro. Em suma, o ciclo de vida de uma pulga pode demorar, desde o estádio de ovo até à forma adulta, 3 semanas no Verão e cerca de 6 semanas na Primavera e no Outono.

 

QUAIS OS PREJUÍZOS CAUSADOS PELAS PULGAS?

Podem ser agrupados em perdas de sangue, transmissão de outros parasitas e doenças de pele. Em primeiro lugar as infestações brutais de pulgas em raças pequenas ou jovens, podem originar anemia. Em segundo lugar, a presença de pulgas pode estar associada à transmissão de parasitas internos, como é o caso do Dipylidium caninum.Os cães e gatos portadores deste parasita eliminam junto com as fezes “fragmentos” que se assemelham a pequenas “pevides” de cor branca, contendo no seu interior os ovos do parasita. Estes ovos são ingeridos pelas larvas das pulgas e, quando as pulgas adultas são mastigadas e engolidas pelos animais, os parasitas completam o seu desenvolvimento até ao estado adulto no intestino. É por isso que é fundamental que o tratamento contra as pulgas seja feito em simultâneo com a desparasitação interna (contra as “lombrigas”, “ténias”…) dos cães e gatos.

Por último, as pulgas provocam doenças de pele, tais como a alergia à picada da pulga, uma das mais frequentes alergias cutâneas, e que se deve à reacção alérgica à saliva da pulga quando esta pica o animal. Os animais afectados coçam-se muito, originando irritação da pele, principalmente na base da cauda, no abdómen e zona interior dos membros.

 

COMO SE DIAGNOSTICA UMA INFESTAÇÃO POR PULGAS?

infestacao_pulgasNem sempre é fácil reconhecer-se a presença de pulgas nos nossos animais de companhia porque as pulgas são pequenas, com movimentos rápidos, principalmente em cães e gatos de pêlo comprido. O primeiro sinal de infestação manifesta-se quando os animais se começam a coçar e a morder constantemente em profunda agitação, com lesões avermelhadas na pele. Afastando o pêlo, podemos observar as pulgas e as suas fezes.

 

 

 

 

COMO É QUE O MEU ANIMAL PODE TER PULGAS SE NÃO SAI À RUA?

Nós, os donos dos animais, saímos à rua, e quando regressamos a casa podemos trazer agar-rados à roupa, sapatos, etc., ovos de pulgas que, em nossa casa, encontram as condições ideais para se desenvolverem e um hospedeiro disponível.

Por outro lado, quando introduzimos um animal em casa pela primeira vez, se este trouxe pul-gas com ele, o ciclo vai-se perpetuando ao longo do tempo.

 

COMO É QUE O MEU ANIMAL TEM PULGAS SE NÃO VEJO PULGAS NA CASA E NÃO SINTO PICADAS?

As pulgas preferem o sangue dos cães e dos gatos por ser mais quente. Na presença deles não picam o Ser Humano. Muitas pessoas não são sequer alérgicas à saliva da pulga pelo que não manifes¬tam prurido (comichão).

Como já foi dito, por cada pulga adulta chega a haver até 2000 ovos no ambiente (invisíveis a olho nu) que, posteriormente, se transformam em larvas e pupas que procuram lugares de difícil acesso e higienização.

 

COMO COMBATER AS PULGAS?

O seu Médico veterinário assistente poderá recomendar qual a actuação mais correcta para cada caso. A maioria dos tratamentos anti-pulgas aplicados aos animais diminui o número de pulgas, mas esses tratamentos geralmente não são suficientes para as eliminar todas porque muitas ficam no meio ambiente. Assim, deve-se actuar não só ao nível dos animais, como também ao nível do meio ambiente, ou seja, deve-se tratar não só o animal, mas também as suas camas, sofás, alcatifas, soalhos…com produtos adequados para esse fim, normalmente sob a forma de sprays.

As pulgas adquirem resistência aos vários produtos usados: alguns produtos que eram muito eficazes há uns anos atrás, podem não ser tão eficazes actualmente. Nesse sentido a rotação dos produtos usados é recomendada em determinadas situações.

Actualmente estão disponíveis no nosso mercado excelentes produtos no combate às pulgas, com um efeito residual prolongado, boa eficácia e ausência de efeitos adversos podendo, na sua maioria, ser usados nas fêmeas grávidas e nos animais muito jovens. Podem ser utilizados na forma de coleiras insecticidas, shampôs, comprimidos, sprays e fórmulas concentradas de dispersão cutânea, as conhecidas pipetas (método “spot on”, ou seja, através da colocação na pele do cachaço do cão ou gato de algumas gotas de uma solução muito concentrada, que se difunde então por todo o corpo do animal e permite matar todas as pulgas em poucas horas). Por mais eficaz que um produto seja a controlar as pulgas, deve ser aplicado correctamente e renovada a sua aplicação periodicamente, de acordo com as indicações do produto.

Em relação ao meio ambiente, devem ser usados produtos específicos para este fim, que quando aplicados nas camas dos cães, nos automóveis onde anda o animal, no interior das casas (alcatifas, sofás, soalhos, almofadas…), matam as pulgas ou bloqueiam o seu crescimento. Para além disso, os cuidados de higiene devem ser permanentes (aspiração regular das habitações e dos automóveis, tendo o cuidado de mudar regularmente o filtro do aspirador, que pode tornar-se um verdadeiro “ninho de pulgas”, lavar periodicamente as camas dos animais, as escovas, etc.).

Existem também produtos que, quando aplicados nos animais (comprimidos mensais no caso dos cães e injecções dadas de 6 em 6 meses no caso dos gatos), ajudam a diminuir a quantidade de pulgas presentes no ambiente dos animais e, consequentemente, nos mesmos. São os chamados reguladores de crescimento, que funcionam muito bem em combinação com os produtos descritos anteriormente.

Contacte o seu Médico-Veterinário assistente, para que ele possa avaliar a situação particular do seu animal e fazer um acompanhamento eficaz no combate às pulgas do mesmo.