HERPESVÍRUS FELINO

gatos 01coriza é uma doença que afecta o trato respiratório superior, mas pode complicar-se através de infecções secundárias, afectando o trato respiratório inferior, os pulmões. Em gatinhos, especialmente os que não estão vacinados, a manifestação clínica da doença pode ser severa. No entanto, e apesar de ser altamente contagiosa, apresenta uma baixa taxa de mortalidade.

O herpesvírus é pouco resistente no meio ambiente. Asua transmissão é feita essencialmente através de contacto directo com animais infectados, ou através de gotículas projectadas pelo espirro dos gatos. O período de incubação varia de 3 a 5 dias seguindo-se a fase clínica de doença com cerca de 5 a 10 dias de duração (ou mais em casos crónicos). Geralmente o gato apresenta febre acompanhada de anorexia e depressão.

Espirros intensos, secreção nasal marcada e ulceração da narinas, rinite e traqueíte são sinais típicos da doença. A nível ocular, o Herpesvírus felino é responsável por úlceras na córnea. Os sintomas oculares variam tremendamente podendo estar presente apenas leve conjuntivite até úlceras corneais.

O tratamento é sintomático e de suporte, através da limpeza das vias nasais e dos olhos. Pode ser instituída a antibioterapia, com intuito de prevenir as infecções bacterianas secundárias. As loções oculares e os descongestionantes nasais são também prescritos frequentemente pelos Médicos Veterinários.

Ao contrário do que acontece com o calicivirus, o herpesvírus apresenta uma fase de latência, e por isso é excretado de forma intermitente. Os testes de diagnóstico podem apresentar um resultado negativo, se forem testados numa fase de latência. É por isso difícil de identificar os animais infectados, quando estes não estão numa fase de excreção do vírus. O stress ou alterações no sistema imunitário podem reactivar a excreção do vírus, que ocorrerá 2-3 semanas após o acontecimento que levou à reactivação, e durará em média 1 a 3 semanas. Como tal, é difícil controlar a disseminação do vírus, sendo mais eficaz uma aposta na profilaxia.

A prevenção baseia-se na vacinação de todos os gatinhos jovens a partir das 8-9 semanas de idade e do seu reforço 3-4 semanas depois. A revacinação anual é essencial para assegurar uma protecção contínua.

É importante referir que a vacinação não protege contra a infecção (entrada do vírus no organismo) mas sim contra a enfermidade.

Para evitar o aparecimento do FHV1 ou a sua propagação dentro dos gatis, são necessárias medidas gerais de controlo: quarentena e vacinação de novos gatos, vacinação sistemática de todos os gatos, evitar superpopulação, assegurar ventilação, temperatura e humidade adequadas, alojamentos, comedouros e bebedouros individuais.

Hoje em dia, a nível nutricional, é possível diminuir a multiplicação do herpesvírus. De facto, foi recentemente demonstrado que níveis elevados de L-lisina reduzem a multiplicação do vírus. Este facto resulta do seu efeito antagonista em relação à arginina, que é um promotor da multiplicação do herpesvírus. Tendo em conta que a fase de crescimento é a fase que apresenta maior risco de infecção pelo herpesvírus, é de extrema importância que os alimentos para gatinhos na fase de crescimento (do desmame até ao final do crescimento) sejam reforçados com L-lisina. Também as fases de gestação e lactação são períodos em que o vírus em latência pode ser re-activado, e por isso o alimento indicado para estas fases deve também beneficiar de um reforço deste aminoácido.

Mais uma vez, através de uma inovação a nível nutricional, a saúde do animal é preservada e protegida. De facto, o conceito Nutrição-Saúde é cada vez mais respeitado e desenvolvido.

Artigo gentilmente cedido pela Royal Canin.

gato deitado