OBESIDADE EM CÃES E GATOS

OBESIDADE EM CÃES E GATOS
cao-gato-pesoTambém nos animais, a obesidade é um dos males do século! A constatação de animais demasiado gordos na prática clínica é infelizmente cada vez mais comum, já que os seus donos têm uma terrível tendência para os sobrealimentar. É necessário saber que também neles, o excesso de peso é nefasto para a saúde e as consequências deste estado, se forem mal conhecidas, são muitas vezes dramáticas.

Provavelmente, o seu animal está gordo. Duvida? Bastam algumas observações simples, mas infalíveis, para ter a certeza. Olhe bem para a caixa torácica do seu animal. Se não distinguir as costelas e, pior, se não as sentir quando lhes passa a mão por cima, a questão já nem se põe: ele está demasiado gordo. A observação do abdómen é igualmente um bom teste. Visto de perfil, ele deve estreitar para cima partindo da caixa torácica até à cauda, não devendo ser flácido nem pender frouxamente. Visto por trás, deve ser visível uma cavidade de cada lado do abdómen. Agora, já pode saber se o seu animal está obeso. Vai igualmente conhecer os riscos que corre mas também as suas causas, o que lhe permitirá corrigir a situação, voltando a dar-lhe uma condição corporal correcta.

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A obesidade está quase sempre associada a um desequilíbrio entre o fornecimento e o consumo de energia. Se o primeiro cobrir exactamente o segundo, o peso do animal manter-se-á estável. Se o ultrapassar, a energia excedentária irá armazenar-se no organismo sob a forma de gordura, instalando-se a obesidade. No caso contrário, o animal emagrece anormalmente. Infelizmente, o processo que conduz ao excesso de peso é progressivo e traiçoeiro, o que faz com que muitos proprietários só dêem conta da obesidade do seu animal quando ela já está bem avançada.
O fornecimento de energia é assegurado pela alimentação e deve cobrir as necessidades de manutenção (manutenção das funções vitais), da actividade (caça, brincadeira, desporto) e outras (reprodução, aleitamento, doença). Uma alimentação demasiado abundante, desequilibrada, ou demasiado rica é invariavelmente fonte de gordura. Tudo o que possa diminuir a actividade física (velhice, sedentarismo, artrose, etc.) diminui também o gasto de energia, agravando o fenómeno. Instala-se então um círculo vicioso, uma vez que a própria obesidade tem tendência a diminuir o dinamismo do cão.
Em resumo, constata-se que apesar de certas raças estarem mais predispostas à obesidade (Cocker, Labrador, Teckel, etc.), é na maioria das vezes o abuso das “guloseimas”, aliado a falta de exercício, que está na sua origem.

 

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QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE?

Os problemas associados à obesidade são inúmeros e desconhecidos para a maioria dos donos. O mais evidente é uma degradação da estética e uma alteração de carácter. No entanto, muito mais preocupante é o aparecimento ou o agravamento de problemas de saúde, o que não pode ser encarado levianamente. A importância do que passamos a indicar a seguir deverá ser suficiente para o convencer de quea obesidade é um dos primeiros passos para diminuir a longevidade do seu cão ou gato.

Os problemas de fígado são comuns nestes animais, ocorrendo com frequência uma sobrecarga gorda do fígado: trata-se da lipidose hepática (síndrome do fígado gordo); se o fígado estiver sobrecarregado, trabalha mal, podendo instalar-se uma hepatite. O excesso de peso provoca também uma sobrecarga excessiva sobre as articulações, levando ao seu “desgaste” progressivo: surge assim a artrose, condição dolorosa que diminui a actividade física do animal, agravando ainda mas a obesidade. A diabetes é também um problema cada vez mais comum e consequência da obesidade em muitos animais. A obesidade representa também um esforço acrescido para o coração, instalando-se muitas vezes patologias cardíacas que levam a um mau funcionamento deste órgão vital. Como consequência, podem instalar-se dificuldades respiratórias, implicando uma diminuição de resistência física e problemas de intolerância ao calor. Os problemas renais nestes animais são também frequentes, aumentando a probabilidade de ocorrência de cálculos renais. Um outro grande risco do excesso de peso é a pancreatite (inflamação do pâncreas), frequentemente fatal. Constata-se também uma maior sensibilidade às infecções, sobretudo as de origem viral. Os riscos anestésicos e cirúrgicos são também importantes nos animas obesos.
Compreende-se bem, em face do que acabamos de citar, que a obesidade é uma condição que deteriora bastante a saúde e a qualidade de vida dos animais, sendo um dos principais factores de redução da esperança de vida dos mesmos.

 

QUANDO O MAL JÁ ESTÁ FEITO… O QUE FAZER?

A obesidade nos animais tem consequências dramáticas na sua saúde, sendo um dos principais factores de redução da esperança de vida dos mesmos.
Prevenir a obesidade, nos dias que correm, não é difícil. Basta alimentar o seu animal com um alimento adequado para ele (existem actualmente alimentos completos adaptados às várias fases de vida do seu animal: crescimento, idade adulta, “velhice”, gestação e lactação….), não lhe dar restos de comida e guloseimas em excesso e seguir a evolução do seu peso, de modo a mantê-lo dentro dos parâmetros normais. O seu médico veterinário indicar-lhe-á o peso ideal à volta do qual deverá manter o seu animal.
Se o mal já está feito, é necessário agir simultaneamente em dois pontos: por um lado, o fornecimento alimentar deve ser regulado, limitando as quantidades de alimento distribuídas. Uma excelente solução consiste na utilização de alimentos industriais hipocalóricos, específicos para a perda de peso nos animais obesos, que o seu veterinário lhe poderá recomendar. Estes alimentos encontram-se disponíveis sob a forma húmida (latas) ou seca (alimentos secos). Por outro lado, o dispêndio de energia pode ser aumentado através de uma intensificação moderada, mas regular, de exercícios físicos.
Há que ser paciente, uma vez que o emagrecimento é lento (é necessário contar com dois a três meses, talvez mesmo seis, em caso de franca gordura, para começar a ver resultados…).
No entanto, o êxito é assegurado desde que toda a família se envolva no regime adoptado. Siga os conselhos que se seguem e verá que não se arrepende. Estão em causa a saúde e a sobrevivência do seu animal.

3 Conselhos para poder passar mais tempo com o seu animal:
Um estudo desenvolvido por especialistas em nutrição animal revelou o papel importante desempenhado por uma condição corporal ideal na saúde e esperança de vida do seu animal. Cabe-lhe agora a si apresentar ao seu animal um estilo de vida mais saudável. Siga estes conselhos e ajude a aumentar os anos de vida saudáveis do seu fiel companheiro.

cao-racao1. MEÇA CADA UMA DAS DOSES
Não encha pura e simplesmente o prato do seu animal quando o alimenta. Faça uso das recomendações de alimentação descritas no verso das embalagens de ração.

 

 

 

cao-fome2. RESTRINJA AS GULOSEIMAS
Encha o seu animal de amor e atenção em vez de o entupir de guloseimas de elevado teor calórico, sobretudo restos. Tenha em atenção a qualidade e a quantidade de guloseimas que lhe dá diariamente – as calorias acumulam-se rapidamente.

 

 

cao corrida3. PONHA-O A MEXER
O exercício diário é uma das chaves da saúde do seu animal. 20 minutos diários de caminhada ou a ir buscar objectos lançados, é quanto basta para ajudar o seu cão a manter-se em forma . Não se esqueça de consultar o veterinário antes de alterar a rotina de exercício do seu animal.

 

Na Animalmed elaboramos planos alimentares para que o seu animal possa emagrecer com toda a segurança! Contacte a nossa equipa para mais informações.